O seu cão se coça muito?

O seu cão se coça muito?

O seu cão se coça muito? Vive lambendo e mastigando as patinhas incessantemente?

Pois, saiba que nem sempre isso é sinônimo de ansiedade ou carência. E no caso das coceiras, também pode não ser por pulgas e carrapatos.

Muitos animais sofrem de uma doença inflamatória da pele, geralmente de origem genética, causada por uma alteração no sistema imunológico – a conhecida alergia, que também pode ser designada por dermatite atópica. Será que esse é o caso do seu cãozinho?

A dermatite atópica é uma doença inflamatória, pruriginosa, crônica e que não tem cura. Portanto, é um grande desafio para a medicina veterinária, além de ser um enorme problema para os proprietários que ficam aflitos em ver o sofrimento do seu cão.

O animal pode desencadear a crise alérgica quando entra em contato com substâncias alérgenas como ácaros, pólens de plantas ou de origem alimentar. Logo em seguida, o animal começa a se coçar violentamente, chegando até mesmo a se ferir. A pele pode ficar vermelha e descamada, podendo ocorrer também perda de pêlo local e escurecimento da pele. As áreas mais afetadas pela dermatite são: face, lábios, olhos, ouvidos, axilas, períneo e as extremidades (patinhas).

Algumas raças possuem maior propensão a possuir a dermatite atópica, são elas: Shihtzu, Lhasa Apso, Sharpei, Bulldog inglês, Bulldog francês, Boxer, Dálmata, entre outras.
A dermatite atópica não é contagiosa, é uma doença hereditária. Portanto, é recomendado que animais portadores da doença não devam se reproduzir.

É necessário fazer o controle dessa alergia eliminando a causa do problema, ou seja, os alérgenos. Deve-se manter sempre limpo o local onde o cão habita, livre de poeiras; lavar regularmente caminhas e cobertas onde o cão deita; evitar o contato do animal com gramas; utilizar uma alimentação específica hipoalergênica ou realizar uma dieta de exclusão; manter em dia o controle de pulgas e carrapatos; banhar o animal regularmente com shampoos específicos e hidratantes para pele.

Podemos ver que é necessário um tratamento rigoroso para que haja um controle da doença. Em casos de recaídas leve sempre o seu cão para uma nova consulta veterinária.
Lembre-se: busque sempre a ajuda de um profissional.

Renata Maria Teixeira de Macêdo
Médica Veterinária
CRMV/RJ 9632



× Fale Conosco